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16 de Outubro de 2019

SERVIDORES DA CORSAN E DO BANRISUL PEDEM APOIO DO LEGISLATIVO CONTRA EXTINÇÃO DE EXIGÊNCIA DE PLEBISCITO PARA PRIVATIZAÇÃO DAS EMPRESAS

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A proposta de emenda à constituição 280, protocolada na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do estado, pretende retirar a exigência de consulta à população para privatização da Procergs (Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul), Corsan e Banrisul.

Devido à iminência de aprovação da proposta, representantes sindicais dos servidores do Banrisul e da Corsan vieram à Câmara Municipal para solicitar apoio aos vereadores na tentativa de barrar a mudança. A reunião, mediada pela presidente Andréa Westphal, aconteceu na tarde dessa quarta-feira. Mobilizações semelhantes estão sendo realizadas pelas categorias em diversos legislativos municipais do estado.

De acordo com o diretor regional do Sindiágua, Fábio Gonçalves, as três empresas públicas são superavitárias e estratégicas para o Rio Grande do Sul. Para ele, a PEC retira o direito básico de a população decidir sobre os rumos dessas instituições. O sindicalista também alertou que esse pode ser o primeiro passo para privatizações, como já aconteceu com a CEEE, a Sulgás e a Companhia Riograndense de Mineração (CRM).

Atualmente, a Corsan conta com 5.900 servidores públicos. A instituição cumpre uma função importante no desenvolvimento do estado e na área de saúde, por meio da execução de obras de saneamento básico.

A diretora jurídica do sindicato dos bancários e funcionária do Banrisul há 34 anos, Hilda Teixeira, ressaltou a importância do banco. Há 103 municípios do interior que contam apenas com agências da estatal. Ademais, a empresa é essencial para o desenvolvimento da economia gaúcha, sendo fonte de financiamento para pequenos agricultores e para economia solidária.

Conforme ela, o banco é extremamente importante por não ter como principal objetivo o lucro, mas a função social. Hoje, 80% dos clientes recebem até três salários-mínimos. O Banrisul atende aposentados, beneficiários da assistência social e apenados. Esses clientes, segundo ela, não são interessantes para as instituições financeiras privadas. Lembrou, ainda,que os doze mil funcionários ficarão desempregados caso o banco seja vendido.

Já a delegada sindical do Sindicato dos Bancários e servidora do Banrisul, Mariana Silveira, enfatizou os recordes anuais de lucro batidos pela empresa, que nunca teve prejuízo. Conforme ela, a verba de uma possível venda do banco seria usada, provavelmente, para pagar as contas do estado, mas não seria capaz de cobrir nem a folha de pagamento do funcionalismo gaúcho por mais de três meses.

Uma moção de repúdio à PEC 280/2019 foi redigida pelo gabinete da vereadora Professora Denise Marques (PT) a pedido do movimento sindical. Na reunião, o documento foi lido e assinado pelos vereadores. A moção será encaminhada pela casa legislativa aos deputados estaduais.

Entre os encaminhamentos decididos na reunião, os parlamentares se comprometeram em fazer pressão política nos representantes de seus partidos na Assembleia. Também farão um requerimento de audiência pública para que a sociedade civil seja informada a respeito do assunto.

 Assessoria de Imprensa

 





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