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Histórico

A cidade do Rio Grande nasceu com o desembarque do Brigadeiro Silva Paes a 19 de fevereiro de 1737 o marco inicial da civilização gaúcha. Foram anos de lutas contra o mar bravio, as areias que se moviam e cobriam tudo. Foram dois séculos e meio nos quais, a coragem e a bravura do homem conquistou a fúria da Natureza.

A porta brasileira, no extremo Sul estava aberta, e se homens como Cristovão Pereira de Abreu e Silva Paes tiveram a coragem de transpor a Barra do Rio Grande, à época traiçoeira e perigosa, intransponível até em certos casos, atrás deles vieram as suas famílias e os colonizados, principalmente os portugueses que deram origem a nossa gente.

A 13 de dezembro de 1751, a vila do Rio Grande recebia a sua primeira demarcação oficial, trabalho este, que demandou até o dia 16 de dezembro. A demora, deveu-se, principalmente, a demarcação da praça e do pelourinho. A vila estava situada no local onde, hoje, está a Praça Sete de Setembro, mas a população crescera e a parte mais povoada está próxima ao Moinho de Vento, nomenclatura esta derivada de um estabelecimento moageiro que fornecia a farinha para os primeiros habitantes do Rio Grande.

A Igreja de São Pedro, hoje, Catedral, estava sendo construída e já em condições de ser utilizada, no atual local em que se encontra, de vez que o vilarejo crescera e ali, da Fortaleza Jesus, Maria e José, ficava muito longe, daí a necessidade da sua construção. Naquela época, num terreno arenoso e açoitado por ventos fortes do vilarejo até a Praça Sete de Setembro, o percurso, às vezes, tornava-se penoso. Isto mostra que a vila tinha limites além do que é hoje o calçadão do Rio Grande. O centro nervoso do Município.

Foi a 13 de dezembro de 1751 que se instalou no Rio Grande o Poder Judiciário e o Legislativo, quando por determinação do Rei, foram nomeados dois Juizes Ordinários, três Vereadores e um Procurador do Conselho. Estes por sua vez, fizeram os seus almotaces um escrivão para a Câmara e outro de Órfãos, os quais serviriam, aquele tempo como Tabelião Público Judicial e Notas, com a distribuição que lhes era imposta pelo Juiz Ordinário, que por sua vez, funcionava como inquiridor, ficando ainda encarregado de efetuar a eleição com pelouros, com mandados de três anos, conforme lhe fora ordenado.

Em 1747, as autoridades municipais, com a invasão espanhola, tiveram de fugir para Viamão, instalando-se após em Porto Alegre. Retornaram em 1776, para refazer o que foi destruído. Com a libertação da Vila, começava o segundo vilamento ocorrido em 1809.

Já quando se deu a revolução de 15 de novembro de 1889 e que instituiu o regime republicano, a Câmara Municipal era quem dirigia os destinos do Município do Rio Grande. Dela faziam parte o Presidente Comendador Marcolino Francisco da Rosa, Vice-Presidente Luiz dos Santos Farias, Vereadores Coronel João Luiz Vianna, José Pereira da Silva, Alexandre Luiz Pereira da Silva, Dr. José Dias de Almeida Pires, Major Domingos José Rodrigues Dias, Tenente Affonso da Silveira Nunes e Capitão Pedro de Azevedo Machado. Esta corporação, foi dissolvida pelo então Presidente do Estado, Visconde de Pelotas em 15 de dezembro do mesmo ano. Uma comissão provisória foi nomeada para administrar os negócios do Município. Eram portanto, nove integrantes do Poder Legislativo aquela época.

A Câmara Municipal do Rio Grande esteve todo este tempo acompanhando passo-a-passo o crescimento da comunidade.

Levando aos órgãos superiores os anseios e as necessidades da população. Fazendo história ao lado do povo como em 26 de janeiro ainda segundo relato de Edgar Braga da Fontoura, quando enviou, por solicitação do povo da vila, duas representações ao Governador da Província, uma pedindo que Sua Alteza o Príncipe Regente do Brasil não embarcasse para Portugal, e outra que o Governador ficasse na Província, como General de Armas.





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